Os futuros do Nasdaq 100 avançaram 1.3% na segunda-feira, com investidores comprando a queda no trade de inteligência artificial e encerrando uma sequência de vendas de uma semana que havia apagado 5.5% do índice. A recuperação marcou um começo positivo para uma semana em que os resultados corporativos vão colocar o trade de IA à prova mais uma vez. Operadores descreveram o movimento como um alívio após um período de fraqueza persistente, com compradores de queda retornando com força assim que os futuros americanos abriram. O tom foi construtivo desde o início, e o ganho se manteve ao longo da sessão em vez de desaparecer no fechamento.

Futuros do S&P 500 subiram 0.5% e os futuros do Dow Jones Industrial Average avançaram 0.17%, ou 87 pontos. Um fundo de índice que reúne ações de chips saltou 3.6% no pré-mercado americano, caminhando para o primeiro ganho diário em 10 pregões após a venda de ações de semicondutores da semana passada. A recuperação dos semicondutores foi o sinal mais claro de que a pressão vendedora havia chegado ao fim, com os papéis mais desvalorizados atraindo as maiores compras. A ampla participação sugeriu que o movimento não se resumiu a uma rotação estreita de volta para um punhado de nomes de megacap.

A recuperação veio depois que um indicador de semicondutores acompanhado de perto registrou sua maior sequência de perdas desde 2008. O índice de volatilidade tocou a máxima intradia de quatro meses antes de recuar, sugerindo que os operadores estão recuperando a confiança após a onda recente de vendas. O recuo da volatilidade implícita foi tão revelador quanto a própria alta, já que um mercado de derivativos calmo costuma estimular compradores discricionários a voltarem a operar. Operadores observaram que o posicionamento havia ficado excessivamente defensivo após a queda da semana anterior, deixando espaço para uma reversão acentuada assim que a pressão vendedora diminuiu.

A semana cheia de balanços que se aproxima será um teste importante para o trade de IA. Grandes empresas de tecnologia devem divulgar resultados que vão mostrar se o gasto massivo com infraestrutura de IA está se convertendo em crescimento de receita. Investidores vão procurar sinais de que esse gasto está gerando retornos mensuráveis, especialmente nos segmentos de nuvem e de centros de dados. As projeções para os próximos trimestres terão tanto peso quanto os números divulgados, já que o mercado só tem se disposto a pagar prêmio por evidências de crescimento duradouro.

Estrategistas do mercado observam que as compras na queda recente sugerem que investidores institucionais seguem comprometidos com o tema de IA. A venda da semana passada foi motivada por realização de lucros, e não por uma reavaliação fundamental do potencial da tecnologia. A recuperação indica que os compradores ainda estão dispostos a entrar nas fraquezas, um padrão que definiu o mercado por grande parte do ano. Várias mesas relataram que contas de longo prazo estavam entre os participantes mais ativos do lado da compra, o que aponta para um compromisso de horizonte mais longo, e não para especulação de curto prazo.

As ações europeias fecharam mistas, com o Stoxx 600 recuando 0.9% após um fim de semana de protestos violentos na França. Esperava-se que as ações asiáticas caíssem na abertura, embora os futuros indicassem uma possível alta para a sessão da noite. O S&P/ASX 200 da Austrália avançou 0.3%. A divergência entre as regiões refletiu pressões políticas e econômicas locais, e não um humor uniforme de risco global, e operadores disseram que a sessão americana acabaria definindo a direção para o resto da semana. Os volumes na Europa ficaram abaixo da média, algo comum quando investidores aguardam novos catalisadores do outro lado do Atlântico.

Os preços do petróleo recuaram após atingirem máximas de cinco meses, aliviando preocupações com custos de energia e inflação. A queda do petróleo ajudou a sustentar as ações, já que custos de energia mais baixos reduzem a pressão sobre a rentabilidade das empresas e o gasto do consumidor. O dólar também enfraqueceu, dando suporte adicional aos ativos de risco. Um dólar mais fraco tende a melhorar a perspectiva de resultados para empresas de tecnologia multinacionais, já que uma parcela grande de sua receita é gerada fora dos Estados Unidos e volta em mais dólares quando a moeda cai. As ações de energia estiveram entre os poucos destaques negativos, acompanhando o recuo do petróleo bruto.

Analistas observam que o mercado agora está em uma fase crítica, em que os balanços vão determinar o próximo grande movimento. Se as empresas de tecnologia conseguirem demonstrar que os investimentos em IA estão gerando retornos, a alta pode ser retomada. Por outro lado, qualquer sinal de resultados decepcionantes pode disparar uma nova rodada de vendas. A barra para superar as expectativas subiu após a forte valorização das ações de tecnologia, e mesmo resultados em linha podem não ser suficientes para satisfazer investidores acostumados a surpresas positivas. As próximas sessões devem, portanto, ser lidas como um referendo sobre a durabilidade do ciclo de investimentos em IA.

O mercado de opções mostra aumento da demanda por exposição ao lado da alta, com o volume de calls subindo para o nível mais alto em três semanas. Operadores estão se posicionando para a continuidade da recuperação recente, embora a cautela permaneça diante do ambiente de alta volatilidade. A volatilidade implícita caiu do pico da semana passada, mas continua elevada, uma combinação que sugere otimismo com a direção ao lado de incerteza persistente sobre a magnitude. O skew do mercado de opções se deslocou a favor dos calls, o que costuma anteceder ganhos adicionais quando acompanhado por fundamentos em melhora.

Do ponto de vista técnico, o Nasdaq 100 está testando o suporte chave em 30,000. Uma quebra decisiva abaixo desse nível poderia abrir caminho para um novo teste de 29,500. Por outro lado, a retomada de 30,500 sinalizaria o retorno à tendência de alta recente e poderia atrair mais interesse comprador. Os indicadores de momentum começaram a subir a partir de território sobrevendido, e um movimento sustentado acima das médias móveis de curto prazo reforçaria a visão de que a fase corretiva terminou. O volume na alta foi modesto, o que significa que o argumento da ruptura segue sem comprovação até que a participação aumente.

Olhando adiante, as próximas sessões devem trazer volatilidade elevada, com balanços, dados macroeconômicos e falas de bancos centrais disputando a atenção. A combinação de risco de eventos pesado e liquidez fina entre as divulgações significa que os movimentos de preço podem ser exagerados em ambas as direções. Operadores disseram que o mercado provavelmente vai operar de forma defensiva até que a maior parte dos resultados de tecnologia tenha passado, momento em que uma tendência mais clara pode surgir. O ritmo da agenda de balanços deixa pouco espaço para complacência.

No geral, o mercado parece estar se estabilizando após a volatilidade da semana passada. A combinação de compras na queda e preços do petróleo em recuo trouxe suporte no curto prazo, mas a semana de balanços provavelmente vai determinar se o trade de IA consegue retomar sua trajetória de alta ou se ainda é preciso mais consolidação. Por ora, a recuperação devolveu parte da confiança, embora a durabilidade do movimento dependa, no fim das contas, de os resultados corporativos validarem o otimismo que moveu o setor por grande parte do ano.

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O Nasdaq 100 está se recuperando após a venda de chips, com futuros em alta de 1.3%. Suporte chave em 30,000. Observe a semana de balanços para definir a direção.